Eddie Van Halen, morto hoje (6) aos 65 anos, deixou um legado imenso como instrumentista e compositor. Com o Van Halen ele gravou 12 álbuns, e pelo menos dois deles, a estreia homônima de 1978 e “1984” lançado naquele ano, merecem estar em qualquer boa discoteca de rock. Abaixo relembramos cinco momentos inesquecíveis desse grande músico.

“Eruption” – 1978

O álbum de estria do Van Halen é um dos grandes clássicos do hard rock. Um disco curto e poderoso como era comum nos anos 70 (sã0 10 faixas em 35 minutos). Mesmo ao lado dos hits eternos “Runnin’ With the Devil”, “” e a excelente cover de “You Really Got Me” dos Kinks, nenhuma música do disco foi tão influente quanto a mais curta delas. Com apenas um minuto e 42, “Eruption” era uma faixa instrumental que apresentava ao mundo um novo, e surpreendente, guitar hero, do tipo que muitos tentariam copiar, sem sucesso quase sempre, nos anos seguintes:

“Dance The Night Away” – 1979

o segundo álbum da banda, batizado simplesmente como “Van Halen II”, mantinha a fórmula do primeiro, até em suas 10 faixas em pouco mais de 30 minutos. A diferença é que desta vez eles também vieram com um single realmente luminoso, capaz de levar a sua música para outros públicos. “Dance The Night Away” tinha um refrão memorável e um grande apelo pop e se tornou o primeiro grande hit single deles (chegou no 15° lugar nos EUA).

“Beat It” – 1982

Eddie nunca emprestou muito os seus talentos para outros artistas, essa é a grande exceção. O produtor Quincy Jones o convidou para fazer o solo de uma das canções que entrariam no novo álbum de Michael Jackson que ele estava produzindo. O disco, como logo o mundo soube, seria “Thriller” e a sua participação em “Beat It” se mostrou fundamental e inspiradíssima – há até fãs do Van Halen que costumam dizer que ele fez o melhor solo de sua carreira em um disco de outro artista. Possíveis exageros a parte, que o solo é fenomenal não se discute:

“Jump” – 1984

Além de guitarrista único, Eddie também era interessado em teclados e sintetizadores. O riff que criou para essa música se mostrou tão marcante e emblemático que existem até teclados com o “timbre Jump” pré-programados. Ah sim, a música também tem um solo de guitarra, igualmente memorável.

Este foi o único single da banda que chegou ao topo da parada americana e impulsionou as vendas de “1984”, que viria a ganhar disco de diamante (10 milhões de cópias vendidas). Ele só não chegou ao topo da parada de álbuns porque não conseguiu superar outro disco muito famoso:”Thiller” de Michael Jackson.

“Why Can’t This Be Love?” – 1986

Nunca é fácil para uma banda seguir sem o seu vocalista principal. Mais raro ainda são as que conseguem se reinventar, e manter, ou mesmo superar, o sucesso inicial. O Van Halen conseguiu. Com o também guitarrista Sammy Hagar o VH ganhou em técnica, já que o ex-Montrose também era um excelente guitarrista. O som também ficou mais palatável para o grande público, mas não a ponto de se tornar descaracterizado e fazer com que os velhos fãs os abandonassem.

Com essa formação, a banda gravou quatro álbuns de estúdio e todos eles chegaram ao topo da parada (algo que eles nunca haviam conseguido com Le Roth).

A faixa que marcou o início desta nova, e vitoriosa, fase foi “Why Can’t This Be Love?” de 1986 que chegou ao terceiro lugar na parada de singles, uma marca que eles nunca superaram, ainda que a balada “When It’s Love” de 1988 tenha chegado ao quinto posto.